A diferença entre vidro e cristal para lustres

A luminotécnica ama lustres e seus cristais. São itens essenciais, que jamais envelhecem ou perdem seu charme – pelo contrário –, só fazem agregar valor e admiração

Mas você entende a diferença entre vidro e cristal em relação à estrutura de lustres e como avaliá-los? Nossa postagem irá te ajudar a compreender as diferenças e propriedades de cada tipo.

A diferença entre vidro e cristal: nomenclatura e composição

Antes de tudo, é importante considerar que “Cristal” é um termo guarda-chuva, especialmente no mercado luminotécnico, especialmente em relação à lustres.

Foto de um lustre de cristal no teto focado em seus detalhes com fundo preto

As contas que compõem os pendentes estão na categoria do que se chama de cristal, mas nem todos são, efetivamente, cristais no termo mais profundo da coisa, em sua relação de composição mineral.

“Ora, então não seria adequado chamar as contas por outro termo?”

Não necessariamente. Falar sobre “cristais” parece sempre se tratar de minerais com alto valor agregado, mas afinal, o que agrega valor a um “cristal”?

A composição do cristal

Dos dois principais critérios para agregar valor a um cristal fabricado pelo homem, o primeiro está em sua composição.

Cristais possuem diversas composições diferentes, que os confere propriedades distintas, mas para o uso em lustres, podemos dizer que, além da base em sílica, comum a qualquer outro, a propriedade mais cotada é o Óxido de Chumbo (PbO), este é o principal composto sobre o qual se mensura o nível de valor agregado.

Foto de vidros juntos com zomm nas pontas

Isso porque o volume de óxido de chumbo é o que aumenta o nível de luminescência e refração da luz num espectro mais iridescente, com os tons do arco-íris.

A quantidade de Chumbo varia de acordo com o mercado para a categorização cristal de para lustre. No mercado Americano, 1%, no mercado Europeu, entre 5 e 10% PbO, cristais mais nobres vão de 20 a 30% PbO. Acima de 38%, os cristais começam a atingir um nível de opacidade que afeta sua transparência, tornando-os menos úteis para a iluminação, apesar de alguns cristais com um nível relativamente alto opacidade possuem um enorme valor agregado, como o lustre em cristal de rocha – que já foi objeto de outro post “Descubra a beleza do lustre para sala em cristal de rocha”. Vale a pena a leitura.

A lapidação do cristal

O segundo fator que agrega valor ao cristal é seu nível de lapidação: não é tão difícil sentir o nível de lapidação empregado na peça. Quanto mais facetado este for, mais valor está agregado ali.

Foto de um cristal lapidado em cores quentes pendurado

A qualidade da lapidação das facetas, somado ao nível de óxido de chumbo sempre irá proteger uma imagem mais prismática.

Mas esses fatores também podem ser analisados individualmente; a qualidade da lapidação e a qualidade da composição, ambos podem agregar valor individualmente.

Dentre os tipos mais comuns de peças lapidadas em cristal, estão:

  • Castanha
  • Pirulito ou pingente
  • Bola facetada
  • Retângulo
  • Amêndoa
  • Placa ou bacalhau
  • Miçangas

Mas e a diferença entre vidro e cristal?

Agora que conversamos sobre como o valor é agregado, podemos falar da diferença entre vidro e cristal.

Ao falarmos de vidro, não estamos falando do vidro ordinário do dia a dia, mas sim um vidro próprio, composto com um volume bem menor de impurezas e uma adição maior de óxido de chumbo, para conferir justamente as propriedades comuns ao cristal tradicional. O vidro cristal é comum em uma série de peças sofisticadas, como taças e vasos.

O vidro cristal também pode ter uma lapidação de alto valor agregado, mas costuma ser mais limitado na percentagem de óxido de chumbo e, logo, sua iridescência e projeção prismática, ficando mais com a transparência como atributo.

Foto de um lustre com fundo escuro

Além da diferença entre vidro e cristal, podemos falar, inclusive, de um terceiro material que costuma aparecer bastante nos lustres: o acrílico.

Especialmente em lustres mais volumosos, com muitos pingentes, pode ficar fora de cogitação compor cada pendente apenas com cristais ou vidro cristal, então algumas (ou todas) das peças podem ser em acrílico, o que diminui relativamente seu custo sem afetar a capacidade iluminatória – porém com menor valor agregado.

Qual tipo de cristal para lustre escolher?

Essa questão é importante, mas bastante dependente de outras coisas, especialmente do orçamento e do volume de pingentes no lustre.

Há cristais com preços bastante acessíveis, como o K9, o famoso cristal chinês, que tem uma capacidade de reluzir menor, mas é altamente durável e pode receber ótimas lapidações.

Já outros cristais podem ter um valor mais alto, tanto devido à composição quanto à lapidação.

Se não puder fazer um grande investimento imediato em cristais para seu lustre, uma dica interessante seria apostar em cristais mais lapidados e reluzentes pela parte da extensão do pendente que mais vai receber luz.

Isso varia de acordo com o esquema luminotécnico empregado e, mais mais que pareça que o melhor seria colocar o cristal com maior valor agregado na base, pode ser que ele receba pouca luz, não havendo o aproveitamento total de sua composição.

Para fins estéticos, se o cristal da ponta não costuma receber muita iluminação, aposte em lapidação, já naqueles que recebem mais iluminação mas têm menos destaque, aposte em pureza da composição.

Você encontrará uma série de cristais diferentes para seu projeto. Se não quiser agregar valor de imediato e investir no melhor custo x benefício primeiro, antecipe um projeto e consulte um especialista para dispôr da forma mais adequada a iluminação. Certamente esta postagem ajudará na avaliação de cristais e ao considerar qual e como escolher.

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