Dicas de iluminação natural para você conhecer e se inspirar

Dicas de iluminação natural para você conhecer e se inspirar

É indiscutível que a iluminação solar é considerada o melhor tipo de iluminação para trazer conforto e saúde ao nosso campo visual! Mas, como nem tudo é perfeito – muito embora a iluminação natural seja a mais indicada como iluminação primária de ambientes – os raios UV são extremamente prejudiciais a nossa saúde.

Na busca de aproveitar o que de melhor os raios solares têm a nos oferecer, grandes projetos da arquitetura nos oferecem propostas revolucionários ao criarem elementos que conseguem entregar em simultâneo proteção solar e controle de iluminação, de modo a propiciar uma iluminação natural sem a agressão dos raios UV.

Pensando nessas propostas inovadoras luminotécnicas, elencamos, no post de hoje, 5 elementos para o controle de luz natural que você deve conhecer. Olha só:

Por que dizer “sim” a iluminação natural?

Projetos arquitetônicos modernos têm cada vez mais apostado na utilização da luz natural para propiciar aos ambientes maior conforto e todo bem estar que pode advir do uso estratégico e consciente da luz solar.

Sabemos que, para a produção de vitamina D, devemos ficar expostos diariamente ao sol por cerca de 15 a 20 min. Nesse sentido, investir em projetos luminotécnicos que utilizem-se da luz natural é uma forma inteligente de investimento em nossa própria saúde!

Além disso, ao utilizar a luz natural para a iluminação de ambientes internos, podemos usufruir do conforto visual que a luz do sol nos oportuniza – uma vez que os raios solares não agridem o nosso campo óptico tal como as iluminações artificiais. Outro grande benefício da iluminação natural diz respeito a economia de energia elétrica, uma vez que se dispensa o uso de luminárias e lâmpadas durante o dia.

Por essas e outras razões, a projeção arquitetônica de elementos que utilizem de forma estratégica a luz do sol (mas ao mesmo tempo possibilitem o controle da insolação) é uma forma inteligente de iluminar os ambientes interno de forma a aproveitar os grandes benefícios dessa fonte de luz.

5 elementos de controle de luz natural

Com propostas revolucionárias, a arquitetura inova na construção de elementos para o controle de luz natural. Para te deixar atualizado, deixamos aqui 5 deles para que você possa melhor otimizar a luz solar para a iluminação de ambientes, sejam estes internos ou externos. Confira a seguir!

Clarabóia

A clarabóia é um elemento de controle solar translúcido que integra o telhado, podendo ser de vidro, policarbonato ou até de acrílico. Ao se localizar no alto de um recinto, a clarabóia tem como principal função otimizar a luz natural que incide na parte interna do ambiente, e até mesmo oportunizar melhores condições de arejamento, se houver uma abertura entre a instalação que propicie uma ventilação cruzada.

Geralmente, instala-se a clarabóia em ambientes que possuem poucas janelas, dada a insuficiência de iluminação. Alguns exemplos são o hall de prédios, escadas e corredores. Mesmo assim, nada impede o seu uso em recintos como a cozinha e banheiro, até porque a sua instalação oportuniza uma iluminação mais confortável e aconchegante.

É importante salientar, que antes da instalação de uma clarabóia, é imprescindível estudar o clima da região na qual se encontra a residência ou edifício. Assim, é possível escolher com maior assertividade o tipo de elemento utilizado no acabamento da clarabóia, seja ele leitoso ou transparente.

Domus

O domus é uma espécie de clarabóia arredondada que pode oferecer controle de luz solar, sendo transparente ou translúcido. Também oferece maior controle de ventilação, se o revestimento for opaco e houver espaço entre o telhado e o domus em questão para que haja a ventilação cruzada.

Além de iluminar até 8x mais um ambiente quanto equiparado as iluminações artificiais, o domus propicia estéticas requintadas e elegantes – não à toa podemos encontrar o maior domus do mundo no Museu do Louvre.

Túnel de luz

Os túneis de luz são propostas arquitetônicas inovadoras e singulares. Em linhas gerais, essas estruturas recebem a luz solar e a direcionam e otimizam no ambiente interno por meio de um tubo reflexivo.

Esse elemento luminotécnico promete um efetivo controle da luz natural, uma vez que sua tampa externa, geralmente um domus, é feita de material translúcido, como o acrílico, além de possuir protetor solar, assegurando proteção contra os raios UV.

Desta forma, pelo túnel de luz só chega no ambiente a iluminação natural sem qualquer resquício dos malefícios dos raios solares, criando-se assim um ambiente seguro e confortável, sem grandes gastos de energia.

Pérgolas

Diferente dos elementos que até aqui pautamos, as pérgolas ou caramanchão são projetos arquitetônicos que se fixam na parte externa do recinto, como os jardins. Assim, com réguas fixas ou móveis, as pérgolas podem ser constituídas em diferentes materiais, como ferro galvanizado, bambu e madeira.

Muito embora a sua principal função seja a de dar sustentação a plantas como vinheiras e trepadeiras, as pérgolas podem ser elementos de controle de luz natural, visto que protegem não só as plantas da incidência dos raios UV, mas, uma vez alocadas em recintos de convívio social constituídos de cadeiras e mesas, podem proteger até mesmo os seres humanos dos malefícios dos raios solares.

Cobogó

Os cobogós são o tipo de elemento arquitetônico de controle de luz mais utilizado pelos brasileiros. A sua proposta é simples, mas altamente eficiente e funcional, e pode ainda criar estéticas incríveis por meio dos desenhos de luz.

Derivados dos muxarabis árabes – aqueles revestimentos em treliça de madeira – os cobogós originalmente foram projetados para o controle de luz e ventilação natural, de forma a manter a privacidade interna, obstando a visão dos transeuntes que se encontrassem fora do ambiente.

O interessante desses elementos é a estética poética que imprimem no ambiente, uma vez que a depender dos traços, curvaturas e desenhos que possuem, dada a incidência da luz natural, espectros de luz são projetados nas paredes e nos pisos, mantendo o formato dos cobogós.

Agora que você já sabe quais os principais elementos para o controle de luz, que tal deixar aí nos comentários o que você achou das nossas dicas de hoje?! E já sabe: para ficar por dentro de mais dicas como essas, não deixe de acompanhar semanalmente o nosso blog, aqui você encontra um conteúdo rico sobre iluminação e arte décor.

Até mais!

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